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sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

o gabu


Na quinta existia um chimpanzé, de nome gabu. Quando o conheci já tinha uns anos e sempre tinha ali vivido, numa jaula improvisada donde se tinha escapado por diversas vezes e chegou a atacar e magoar alguém que certamente lhe tinha feito alguma brincadeira de mau gosto. Isto foi o que me contaram porque a minha relação com o gabu, separados por grades, sempre foi óptima. Pedia-me água e eu dava-lhe, catava-me cuidadosamente, dava-lhe vinho e morcelas quando da matança e adorava pipocas que lhe dava à boca. Muito cuidadoso a lidar comigo mas com as grades a separar-nos; e dava para perceber a força brutal desta animal.
Estava grávida e só havia 2 opções. Ou fazer uma jaula em condições ou dar o gabu para o zoo. Com muita pena minha, foi escolhida.a 2ª opção. Acabadinha de ser mãe, fui ao zoológico. E lá estava ele, imponente. Reconheceu-me e fez uma algazarra. Saltei o muro e fui dar-lhe pipocas. O momento ficou registado, em 1978.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

a vaca mimosa

a minha vaca mimosa
Em 1987 tinha muitos animais, galinhas, patos, perús, coelhos, porcos, faisões..., e também a vaca mimosa. Lidava bem com todos os animais, mas quanto à vaca a coisa complicava-se. Fazia-lhe festas da parte de fora do curral e só entrava quando ela estava presa. É que uma vaca é muito pesada e olhem só para o ar dela, uma vaca louca. Pois, louca por mim. Adorava-me e eu a ela só que lhe tinha muito respeito e quando por acaso me acertava com o rabo, que enxotava a mosca, até ficava zonza. De notar que existia um feitor para tratar dos terrenos e de alguns animais, entre eles a vaca.

Um dia a mimosa fugiu do curral. Andava eu a olhar para o pomar, para as framboesas ou para as groselheiras quando dou de caras com ela. Foi uma tourada. A mimosa a perseguir-me, eu a esconder-me dela, o feitor a ver se a apanhava. E ela sempre a olhar para mim com este ar de louca. Entretanto foi para outro lado e o feitor atrás e eu continuei no que estava a fazer. Às tantas vejo a mimosa ao fundo do caminho. Ela também me vê e arranca numa corrida louca na minha direcção. Baba para um lado, patas para outro, mamas a abanar. Que susto! Não sei quanto pesa uma vaca, talvez 200 ou 300 Kg, e em movimento acelerado deve duplicar o peso. O que me valeu foi estar perto da casa dos coelhos onde me enfiei rapidamente.  A mimosa estava feliz de me ver e feliz de estar em liberdade.